A Liberdade não é um dom,não é uma dádiva, não é um ponto de partida:é uma árdua tarefa, não é algo que é dado, mas algo que o ser humano deve conquistar. A liberdade não é a ausência de obstáculos, mas o desenvolvimento da capacidade de dominá-los e superá-los.
Nesse sentido, a juventude é a fase em que se torna mais forte a reivindicação de liberdade. A juventude é o tempo da aprendizagem da liberdade.
Alguns estudiosos dizem que o ser humano não é livre, não tem liberdade de escolha na medida em que lhe dá algumas possibilidades de desenvolvimento e lhe tira outras. A própria organização social não dá ao indivíduo opção de escolha: uma criança que nasce pobre, acaba não tendo a opção de estudar nem de ter um diploma de curso superior , porque a necessidade de trabalho é urgente, então ela não teve liberdade de escolha. As contingências “optaram” por ela; isto quer dizer que o destino do ser humano socialmente determinado.
Mesmo com esta visão , outros estudiosos dizem que o ser humano, tendo consciência deste determinismo, pode interferir, transformar as causas que determinam estas contingências. Então, apesar de ter alguns aspectos determinados, o ser humano é transformador.
Atualmente, a palavra-chave de muitos debates é “cidadania”, o exercício da liberdade responsável, do respeito ao outro, mas esta visão está muito mais para a utopia do que para a realidade. Podemos dizer, com tranqüilidade, que nosso país é democrático, mas apenas politicamente. Há democracia nas oportunidades? Na saúde? Na alimentação? Na educação? Na perspectiva de futuro? Então é possível falarmos em igualdade de direitos?
Vamos pensar em uma esfera menor, no dia-a-dia das pessoas. Talvez, por não estarem acostumadas com a pouca liberdade, não saibam utilizá-la. É comum observarmos alguns grupos perdendo o controle de suas próprias ações, quando cabe a eles decidir. Parece que há uma certa rejeição à possibilidade de autonomia. Devemos lembrar que a liberdade angustia porque demanda responsabilidade. É mais fácil não optar, não assumir, e colocar a culpa do fracasso no outro.
O que ocorre ao ser humano quando ele percebe que está aberto à possibilidade de ele próprio construir a sua existência e condenado a ser livre? Ele experimenta a angústia da escolha.
Se o ser humano é livre, é conseqüentemente responsável por tudo aquilo que escolhe e faz. A liberdade só possui significado na ação, na capacidade do ser humano de impor modificação, no real.
Indicado por Nathália















